

A Lista D, de Rui Rodrigues, esteve ontem presente no Centro Social de Brito. E Rui Dias, candidato a presidente do Conselho Fiscal, deixou um alerta.
“É preciso ter algum cuidado com aquilo que se promete aos sócios do Vitória, que nos merecem o maior respeito e nos últimos dias ouvi o teor de uma promessa que me deixou preocupado. A proposta ‘Stadium Finance’ prevê um financiamento de cerca de 75 milhões de euros, com prazo de 25 anos, o que implicaria encargos anuais na ordem dos 6,15 milhões de euros”, disse.
“Atualmente, o Estádio D. Afonso Henriques gera cerca de 3 milhões de euros por ano, ou seja, apenas metade do valor necessário para suportar este compromisso. Para que a operação seja viável, seria necessário aumentar estas receitas para cerca de 7,3 milhões de euros anuais, mais 4,3 milhões por ano, o que significa mais do que duplicar a receita atual. Ao longo dos 25 anos, o Vitória assumiria um esforço financeiro total próximo dos 153 milhões de euros, dos quais cerca de 79 milhões seriam pagos em juros”, acrescentou.
E prosseguiu. “Importa referir que apenas cerca de 11 milhões de euros seriam investidos no Estádio para gerar este crescimento, exigindo um nível de retorno muito elevado e difícil de concretizar. Na prática, o clube ficaria dependente de gerar mais de 4 milhões de euros adicionais por ano, durante 25 anos. Caso esse crescimento não se verifique, o Vitória poderá enfrentar novos desequilíbrios financeiros e uma pressão acrescida sobre a sua gestão. Esta operação não resolve o problema financeiro do clube, transfere-o para o futuro e agrava o risco. Prometer que a receita do estádio vai mais do que duplicar em poucos anos não é um plano, é uma aposta”, concluiu.