
Um grupo de jogadores que representaram o Serzedelo na temporada passada alegam, em comunicado, atrasos nos pagamentos das ajudas de custos.
Leia na integra o comunicado enviado à imprensa:
Nós, jogadores que representámos o Serzedelo durante a época 2025/2026, vimos por este meio tornar pública uma situação que consideramos insustentável. À data de hoje, existem elementos do plantel com cerca de três meses de ajudas de custo em atraso. Apesar da paciência, compreensão e profissionalismo demonstrados ao longo dos últimos meses, continuamos sem receber informações concretas que permitam acreditar numa resolução rápida e viável deste problema.
Durante toda a época honrámos os nossos compromissos, representando o clube com dedicação, respeito e profissionalismo dentro e fora de campo. Em muitos momentos colocámos os interesses da equipa acima das dificuldades pessoais que esta situação nos causou, como semanas a treinar à chuva sem água quente. Constantes mentiras sobre o momento em que as transferências eram feitas e quando realmente estavam disponíveis nas nossas contas.
Chegamos a um ponto de saturação, onde questionados pela claque como estava o estado do clube, afirmamos que se a presente direção se demitisse jogaríamos sem ajudas de custo até ao final da época. Infelizmente, a ausência de respostas claras e de soluções efetivas por parte da direção levou-nos a sentir a necessidade de expor publicamente esta realidade. Não tomamos esta decisão de ânimo leve, mas acreditamos que chegou o momento de defender os nossos direitos e dar a conhecer aquilo que temos vivido.
Continuamos disponíveis para um diálogo sério e construtivo que permita resolver esta situação de forma justa para todas as partes. No entanto, não podemos continuar a ignorar um problema que afeta diretamente a estabilidade financeira e pessoal dos jogadores envolvidos. Esperamos que este comunicado contribua para que sejam encontradas soluções concretas e que os compromissos assumidos sejam finalmente cumpridos e que no futuro não aconteça a mais ninguém, porque só nós sabemos o que sofremos.