
O ato de vandalismo protagonizado na Torre de Alfândega já foi participado às autoridades. A intervenção de limpeza e restauro foi prontamente concluída, mas o ato mereceu indignação por parte da autarquia, lembrando que a preservação do património é “inegociável”.
“A Câmara Municipal de Guimarães condena de forma veemente o ato de vandalismo perpetrado, na madrugada desta quinta-feira, 29 de outubro, contra a Torre da Alfândega, monumento nacional e um dos mais importantes símbolos históricos e identitários da cidade, onde se encontra inscrita a expressão «Aqui Nasceu Portugal. Atentar contra este património edificado, é atentar contra a memória de todos os Vimaranenses. A preservação da nossa herança histórica é um dever inegociável, não podendo este tipo de conduta ser tolerado”, começaram por dizer, em nota de imprensa.
“A inscrição abusiva de uma mensagem sobre a muralha medieval constitui um atentado inaceitável contra o património histórico e cultural de Guimarães, que merece o mais firme repúdio da governação municipal. Está em causa a desfiguração de um monumento e o desrespeito por um legado coletivo que atravessa séculos de História, pertence a todos os portugueses e cuja preservação constitui uma responsabilidade de toda a comunidade”, acrescentam,
“Perante esta condenável ocorrência, o Município atuou com toda a prontidão, promovendo a respetiva participação às autoridades policiais competentes para efeitos de investigação e apuramento de responsabilidades. Em simultâneo, a autarquia e a empresa municipal Vitrus Ambiente acionaram uma rápida operação de limpeza e conservação. Graças ao envolvimento de técnicos especialistas, que garantiram o recurso a métodos adequados à salvaguarda e integridade da pedra da muralha, os trabalhos de restauro ficaram concluídos com sucesso ao final da manhã, restituindo a dignidade a um dos mais emblemáticos símbolos da identidade Vimaranense e da História de Portugal”.