

Belmiro Pinto dos Santos, candidato à presidência do Vitória no último ato eleitoral, emitiu um comunicado sobre a marcação da Assembleia Geral Extraordinária. E foi claro na mensagem.
Atenta a gravidade da situação que se propõem concretizar, em especial, a Direção e a Mesa da Assembleia Geral do Vitória Sport Clube, não posso deixar de afirmar, desde já e como introdução, que a Assembleia Geral Extraordinária marcada para o próximo dia 30 de outubro de 2026 é Irregular, com objecto Simulado e facilitadora de atos Fraudulentos”, começou por dizer Belmiro Pinto dos Santos, que também já presidiu a Mesa da Assembleia-gera.
“Antes de mais, deve ser realçado que decorre claro da alínea a) do art. 28º dos Estatutos do Vitória Sport Clube (que a Mesa da Assembleia Geral em funções se comprometeu respeitar e cumprir) que se realizará até ao dia 31 de Outubro de cada ano a assembleia geral ordinária destinada a apreciar, discutir e votar o relatório e contas do exercício anterior. Contudo, assumindo expresso desrespeito pelos Estatutos e pelos superiores interesses do Clube, esta reunião magna obrigatória, foi substituída por uma outra, designada por extraordinária, que visa a promoção e defesa dos interesses, ainda ocultos (acordo dissimulado), de uma entidade externa, designadamente a VSports”, acrescentou.
E prosseguiu. “Ora, ainda que aquela VSports mereça alguma consideração por ser detentora de uma participação social na SAD, não devem os responsáveis do nosso Clube esquecer que esta sociedade comercial não pretende menos do que defender os seus próprios interesses económicos e financeiros e empreender todos os seus esforços para transformar o Vitória SC num mero “CLUBE VEÍCULO” ao serviço do Aston Villa Football Club, aliás como já o expressou internamente repetidas vezes. Pelo que, ao designar para o dia 6 novembro de 2026 uma Assembleia Geral que deveria ser realizada até 31 de Outubro do mesmo ano, foram violadas de forma ostensiva e injustificada as regras estatutárias obrigatórias, e nessa medida, quer a Direcção quer a Mesa da Assembleia Geral, demonstram total e inadmissível desrespeito pelo Clube e por toda a sua massa associativa”, adiantou.
“Foi, então, designada para o dia 30 de Outubro de 2026 uma outra Assembleia Geral Extraordinária, que visa deliberar sobre a transmissão à VSports de 17% do capital social detido pelo Clube na Vitória SC Futebol SAD (Ponto Um) e deliberar, de forma genérica, sobre a possibilidade da Direcção alterar como entender os estatutos da mencionada SAD (Ponto Dois). Porém, não decorre do Ponto Um da ordem de trabalhos ou em qualquer outro documento ou informação adicional o valor/preço a pagar pela VSport pela alienação das acções, afigurando-se previsível tratar-se de uma transmissão gratuita. Acresce que, e mais relevante, do texto do Ponto Dois da ordem de trabalhos não decorre, como se impunha, a expressa referência aos artigos dos estatutos da SAD que a VSports exige ver alterados a favor dos seus exclusivos interesses empresariais”.
“Ao arriscar uma Ordem de Trabalhos com uma redação tão vaga e permissiva é sujeitar a votação uma gigantesca “CARTA BRANCA” a uma Direcção para que esta possa alienar, a custo incerto, tudo aquilo que possuímos, nos identifica e nos distingue dos demais”.