

A candidatura da lista A à presidência do Vitória, liderada por Belmiro Pinto dos Santos, foi contundente no desagrado manifestado pela decisão tomada no que diz respeito à centralização dos direitos televisivos.
“A candidatura da lista A, liderada por Belmiro Pinto dos Santos tem, de forma pública e insistente, alertado para o tema da Centralização dos Direitos Audiovisuais, tentando sensibilizar a atual direção demissionária, mas ainda em funções, da qual faz parte integrante o candidato Rui Rodrigues, para a absoluta necessidade de tomar uma posição expressa que defenda os superiores interesses do Vitoria SC, mantendo-se alheia às influencias do poder e dos interesses dos restantes clubes
“Porém, indiferente às obrigações que se impõem a quem representa uma instituição da dimensão do Vitoria SC, no dia de hoje, 08/06/2026, a atual direção decidiu alinhar o seu voto com a proposta objetivamente mais desfavorável aos interesses do Clube. Na realidade, a decisão perpetrada por esta direção constitui uma ostensiva gestão tecnicamente danosa que onerará o clube por muitos anos com prejuízos que se calculam em dezenas de milhões de euros”, acrescentam.
E prosseguem. “Para que se perceba a gravidade da situação, tendo como exemplo uma classificação equivalente à da época de futebol de 2024/2025, em que o Vitoria SC se classifique em 6ª lugar e, por exemplo, o SC de Braga em 4º lugar, no ano imediatamente a seguir o Vitoria SC receberá pouco mais de 10 milhões de euros e o nosso principal rival receberá mais de 20 milhões de euros, ou seja, mais do dobro. Conforme já expressou de forma gloriosa e efusiva o presidente do clube arsenalista: Hoje foi um dia “realmente histórico”. Pelo contrário, se tivesse vencido a proposta alternativa apresentada pelo Nacional da Madeira, o Vitória SC receberia um valor superior a 14 milhões de euros e o SC de Braga apenas 16 milhões de euros. Ora, afigura-se óbvio que o modelo de repartição alternativo apresentado pelo Nacional da Madeira era claramente mais favorável aos interesses financeiros do Vitória SC”, justificam.
“A posição adotada pela direção do Vitória SC foi de alinhamento na submissão aos interesses dos poderes instituídos, mas mais preocupante aos interesses dos seus principais rivais desportivos, em ostensivo prejuízo do Clube. Pouco importam as tendências dos rivais, o “carneirismo” é a posição dos fracos e subservientes, o Vitoriano é único, independente e orgulhoso do seu carácter distintivo, sempre na defesa intransigente dos interesses do Clube. Se existiam duvidas sobre a forma como o Clube tem sido gerido nos últimos tempos, este é o exemplo paradigmático que demonstra a absoluta necessidade da urgente mudança de paradigma de gestão interna e externa e de posicionamento e relacionamento com as instâncias do poder”.