

A lista C, encabeçada por Viriato Sampaio, pronunciou-se sobre aprovação da centralização dos direitos televisivos. E deixou várias críticas.
“O Vitória Merecia Mais Ambição, Mais Transparência e Mais Voz. Os direitos televisivos representam um dos temas mais estratégicos para o futuro do Vitória Sport Clube. Não falamos apenas de receitas. Falamos de competitividade, sustentabilidade e da capacidade de afirmar o Vitória entre os grandes do futebol português”, assumiram, em comunicado.
“Por essa razão, assumimos desde o primeiro dia que este seria um dossier onde teríamos uma intervenção ativa, competente e independente na defesa intransigente dos interesses do clube. Foi por isso que convidámos Diogo Leite Ribeiro para nos representar neste processo. Aceitou este desafio com um compromisso claro: exercerá estas funções sem qualquer remuneração. Um sinal inequívoco de serviço ao Vitória e não de interesse pessoal”, acrescentam.
E prosseguiram. “Esta opção distingue-nos claramente das restantes candidaturas. Enquanto outros se limitam a indicar representantes sem apresentar qualquer estratégia, visão ou capacidade de influência, nós queremos que o Vitória tenha uma voz ativa, respeitada e capaz de marcar posição onde as decisões são tomadas”, recordam.
Na mesma nota, a lista C diz que os associados mereciam atenção. “Defendemos também que assuntos desta importância não podem continuar fechados em gabinetes. Os sócios merecem informação e transparência. É precisamente por isso que causa estranheza o silêncio da atual Direção. Se a Liga Portugal aprovou a proposta de centralização dos direitos televisivos com cerca de 80% dos votos e se o Vitória SC integra a Direção da Liga, ao lado de FC Porto, Sporting CP, SC Braga e Alverca FC, seria expectável que Rui Rodrigues tivesse informado os sócios sobre a evolução deste processo, os cenários em discussão e a posição defendida pelo nosso clube”, lembraram.
“Importa dizer a verdade aos vitorianos: a proposta agora aprovada não é uma revolução. É um ajuste. Modelo válido por 5 anos. Nenhum valor mínimo foi garantido por qualquer operador. Já circularam propostas informais significativamente abaixo dos 200 milhões de euros. O cenário considerado pessimista pode muito bem transformar-se no cenário real. Existe uma pergunta que os sócios devem fazer: Quem defendeu verdadeiramente os interesses do Vitória nesta negociação? Na dimensão social — audiências, transmissões televisivas, assistências e mobilização dos adeptos — o Vitória é, de forma consistente, o quarto maior clube português. O critério de desempenho desportivo, que absorve 57,5% da distribuição, não é atualmente o mais favorável ao Vitória. Entre classificações que têm oscilado entre o 5.º e o 9.º lugar e uma participação europeia irregular, este modelo beneficia naturalmente quem acumula resultados desportivos de topo. Mas há uma realidade que não podemos ignorar. A centralização só produzirá efeitos em 2028/29. Ainda existem duas épocas para preparar o futuro. Duas épocas para fortalecer a equipa. Duas épocas para consolidar presença europeia. Duas épocas para fazer crescer o valor do Vitória dentro e fora do campo. A Lista C e Viriato Sampaio comprometem-se a estar onde as decisões são tomadas, a defender cada euro que pertence ao Vitória e a dar aos sócios aquilo que lhes tem faltado: informação, transparência e representação. Porque o futuro do Vitória não se negocia em silêncio. Defende-se com competência, coragem e ambição. E é isso que os vitorianos podem esperar de nós”